Neste final de semana, o Sesc Taubaté fez sua reinauguração em grande estilo. Com as mais diversas formas de expressão cultural: teatro, circo, congada, música e outras manifestações de arte, o povo de Taubaté conheceu as novas e modernas instalações do serviço.
A CBN Vale / R3 Notícias acompanhou esses dois dias de festa e traz agora, com exclusividade, uma entrevista com o Seu Jorge, cantor que encerrou os festejos na noite de domingo.
“É importante celebrar todos os espaços que são inaugurados para a cultura. Independente da cidade que seja, nosso país é um país que demanda muito por educação, por arte, por lazer. E o Sesc, ele contempla todos esses espaços, todas essas ausências. Poder inaugurar o Sesc Taubaté num dia de domingo com o público, cara, é de celebrar sim. Então, eu estou muito feliz de a cidade tem me recebido, o Sesc tem me recebido. Espero poder voltar mais vezes, porque agora nós temos um lugar incrível”.
O show foi de graça, mas com ingressos limitados, 2.500 para ser exato. Uma fila enorme se formou nas primeiras horas do domingo, nos arredores do Sesc. As primeiras pessoas desta fila chegaram à meia-noite.
“Soube de gente que chegou à meia-noite pra retirar ingressos, caramba, esse sacrifício é louvável, essa troca é muito bonita, eu não podia fazer nada diferente do que eu fiz hoje, tinha que fazer o meu melhor”.
Recentemente, Seu Jorge foi escalado para mais um protagonista de sua carreira, o Comandante no filme “Geni e o Zeppelin”, inspirado na obra de Chico Buarque. Ele comentou com exclusividade à CBN Vale / R3 Notícias sobre esse papel nas telonas.
“Outro privilégio maravilhoso, entre tantos talentos, atores, o Brasil é um país de um povo enorme, de pressão enorme, continuo recebendo os convites pra ajudar a contar essas histórias. Mais um conto de Chico Buarque. Com esse gênio da nossa história, da nossa cultura, com uma diretora muito safa, muito esperta, muito inteligente, muito potente, que é a Ana Muylaert. E é o segundo projeto, porque a gente acabou de vir da melhor mãe do mundo, e muito premiado em Toulouse, muito reconhecido no Festival de Berlim”.
Seu Jorge acrescentou:
“É uma glória para mim poder continuar no cinema. O cinema é um espaço onde você realmente aprende a humildade, por que não é sobre você, é sobre o filme. Se o filme é bom, todo mundo é bom. Se o filme é ruim, todo mundo é ruim. Não tem o principal, o principal é o filme. E, pô, me sinto honrado para caramba. Desde Cidade de Deus, há vinte e tantos anos atrás, o cinema nunca se afastou em mim em momento nenhum. Tem outras produções que vão sair agora. “Corrida dos Bichos”, com Grazi Massafera, Rodrigo Santoro, eu e Isis Valverde. Tem uma turma muito legal. Thainá [Duarte] também. “Irmandade, O Filme”, que foi sério e vai ser o filme. Pense a produção que vai sair agora. Tem muito. Filme, do Jefferson D. Tem um monte de filmes por aí”.
Dentre as mais de 50 atrações culturais, o Sesc também recebeu a cantora Paula Lima, que agitou a plateia com seu “Bailão”, e o ator Othon Bastos, que emocionou com seu premiado monólogo “Não Me Entrego, Não”.

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