
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Weslley Fabiano Lourenço, de 38 anos e Luiz Armando dos Santos, de 40 foram presos na última semana, após mandado expedido pela Justiça do Amazonas. Desde então eles estavam detidos no CDP de Caraguatatuba.
Entenda o caso
A denúncia da compra de um bebe por R$ 500, feita por moradores de Manacapuru (AM), permitiu que as autoridades identificassem a movimentação suspeita em uma lanchonete da cidade e agissem rapidamente.
De acordo com a investigação, José Urbelan Pinheiro de Magalhães, conhecido como “Sabão”, de 47 anos, atuava como intermediário, ou seja, foi ele quem indicou a mãe disposta a entregar o bebê logo após o parto. Em troca, ele recebeu o valor de R$ 500 via PIX.
Ainda segundo a Polícia, um dos suspeitos chegou a acompanhar o parto da criança, se apresentou como pai biológico no hospital para receber o documento de nascimento. No entanto, como o sistema eletrônico estava fora do ar, o registro oficial não foi concluído. Horas depois, ao retornar à maternidade, o casal foi abordado e preso em flagrante. Logo em seguida, o intermediário também foi localizado pelas equipes policiais.
Além disso, a investigação aponta que o casal preso estava na cidade desde junho, aguardando o nascimento da criança para levá-la a Ilhabela.
Ministério Público
No último dia 15, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória ao casal de Ilhabela. O órgão pediu para que os envolvidos voltassem à prisão, por entender que a medida é necessária para garantir a ordem pública e permitir o avanço das investigações.
Segundo o promotor de Justiça, Gerson de Castro Coelho, o recurso foi apresentado porque o casal não apresentou, no momento da audiência de custódia, comprovante de residência fixa no estado de São Paulo, nem certidões que demonstrassem a inexistência de antecedentes criminais. Para ele, essas ausências dificultam a avaliação dos riscos envolvidos.
Além disso, o Ministério Público considera que o caso pode não se tratar de um fato isolado e que o bebê envolvido no caso foi entregue às autoridades de proteção à infância e está em segurança. A identidade da criança está sob sigilo judicial.
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