
De 16 a 26 de outubro de 2025, o Santuário de Frei Galvão se prepara para acolher milhares de fiéis em mais uma edição da tradicional Festa de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. Este ano, a celebração traz como tema “Com Frei Galvão cultivemos a Paz com toda criação” e como lema, o Evangelho de Mateus: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos do Altíssimo” (Mt 5, 9).
Inspirada profundamente no carisma franciscano, a Festa de 2025 destaca a íntima conexão entre paz, fraternidade e cuidado com a criação. Frei Galvão, reconhecido como o “Homem da Paz e da Caridade” desde sua beatificação em 1998 por São João Paulo II, é exemplo de vida pacificadora, caridosa e profundamente ligada à espiritualidade franciscana.
Neste ano especial, dois marcos se unem para fortalecer ainda mais o espírito da festa: os 800 anos do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, e os 10 anos da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco. Ambos os textos convidam à contemplação e ao respeito pela criação, elementos centrais da espiritualidade de São Francisco — e vividos com intensidade por Frei Galvão.
O Cântico das Criaturas, também conhecido como Cântico do Irmão Sol, exalta a beleza e a harmonia da criação como expressão do amor divino. Este louvor ecoa na proposta da Festa: viver em paz com o próximo, com Deus e com toda a criação.
Hino
Em sintonia com esse espírito, está sendo preparado um Hino oficial da Festa de Frei Galvão 2025, que terá como base os ensinamentos do Cântico das Criaturas e da famosa Oração da Paz, atribuída a São Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa Paz…”.
Essa oração, conhecida mundialmente e rezada inclusive por pessoas de outras tradições religiosas, reforça o chamado para sermos instrumentos da paz onde houver ódio, discórdia, tristeza ou desespero. É esse espírito que queremos vivenciar e propagar durante toda a programação da Festa.
Paz e Bem
A saudação “Paz e Bem”, tão presente na vida e nos encontros franciscanos, será um dos gestos concretos de acolhida a todos os devotos que visitarão o Santuário. Acredita-se que Frei Galvão assim saudava os irmãos e irmãs que cruzavam seu caminho. É também um convite para que, ao celebrarmos sua memória, sejamos construtores da verdadeira paz — aquela que nasce do diálogo, da partilha, do perdão e da fraternidade com toda a criação.
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