
A tensão geopolítica na América do Sul chega à corte de Haia. Um coletivo de juristas de diversos países protocolou uma comunicação formal junto ao Tribunal Penal Internacional exigindo uma investigação preliminar sobre a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O documento classifica a operação — que resultou na retirada forçada do presidente Nicolás Maduro de Caracas no início de janeiro — como uma violação grave do direito internacional. Os autores imputam ao presidente norte-americano, Donald Trump, e ao secretário de Estado, Marco Rubio, a responsabilidade por crimes de guerra, agressão e lesa-humanidade.
A denúncia detalha que a ofensiva, composta por bombardeios e incursões terrestres, deixou um saldo de 111 mortos. Além das baixas, o texto cita ataques a embarcações civis e a apropriação ilegal de recursos naturais. O grupo pede medidas urgentes da corte para a preservação de provas, visando impedir uma escalada ainda maior do conflito na região.
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