
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou, nesta quarta-feira, um dado alarmante sobre a violência de gênero no país. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 casos de feminicídio, uma alta de 4,7% em relação ao ano anterior. O levantamento “Retratos dos Feminicídios no Brasil” destaca uma falha grave na rede de apoio: 13% das vítimas possuíam medidas protetivas de urgência quando foram assassinadas.
Na capital paulista, a situação é ainda mais crítica, com o índice de mulheres mortas sob proteção judicial chegando a quase 22%. Os dados reforçam que a letalidade feminina cresce no ambiente doméstico. Em oitenta por cento dos casos, o agressor é um parceiro ou ex-companheiro, e a residência da vítima é o cenário de dois terços dos crimes.
O perfil das vítimas aponta que a maioria é composta por mulheres negras, entre 30 e 49 anos. Embora o feminicídio tenha se tornado crime autônomo em 2024, casos recentes, como o assassinato de uma vendedora em um shopping no ABC paulista e o atropelamento de uma mulher na Marginal Tietê, evidenciam a urgência de políticas públicas mais eficazes para frear a violência doméstica no Brasil.
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