
A tragédia do VLS-1, considerada o maior desastre da história do Programa Espacial Brasileiro, completou 23 anos no último sábado (22). O acidente matou 21 profissionais no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, durante a preparação de um foguete.
A explosão aconteceu em 22 de agosto de 2003, quando o Veículo Lançador de Satélites 1 passava por ajustes finais na Torre Móvel de Integração. O foguete levaria 2 satélites brasileiros ao espaço.
Segundo o relatório final da investigação, concluído em fevereiro de 2004 pelo Comando da Aeronáutica, a causa foi um “acionamento intempestivo” provocado por uma pequena peça que ligava um dos motores do foguete. A investigação descartou sabotagem, falha humana grosseira e interferência meteorológica, mas apontou falhas de segurança e condições inadequadas de trabalho.
As vítimas eram engenheiros, técnicos, mecânicos e outros profissionais ligados ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, com sede em São José dos Campos.
Após o acidente, a base passou por reconstrução e revisão dos protocolos de segurança. Uma nova Torre Móvel de Integração foi inaugurada em 2012.
O aniversário da tragédia ocorre poucos dias depois de um novo lançamento em Alcântara. Em 19 de agosto, o foguete suborbital SEBIT, da empresa sul-coreana Innospace, teve o voo interrompido após apresentar desvio de trajetória. A Força Aérea Brasileira acionou o sistema de terminação de voo por segurança. Não houve feridos ou danos às instalações.
A Agência Espacial Brasileira homenageou as 21 vítimas neste sábado. Em São José dos Campos, um monumento na Praça Heróis de Alcântara também reúne os nomes dos profissionais mortos no acidente.
A Innospace mantém os preparativos para uma nova tentativa de lançamento do HANBIT-Nano em novembro de 2026, também a partir de Alcântara.
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