
A paralisação de parte dos coletores de lixo entrou no segundo dia nesta terça-feira (15) em São José dos Campos. A mobilização começou na segunda-feira (14) e já provoca acúmulo de resíduos em diferentes bairros da cidade.
Os funcionários da Ecco Liberty, empresa responsável pelo serviço, reivindicam mudanças no convênio médico, novos equipamentos de trabalho, como botas, e o pagamento de horas extras. Segundo os trabalhadores que aderiram ao movimento, a paralisação é por tempo indeterminado.
A Prefeitura de São José dos Campos, em conjunto com a Urbam, realiza uma coleta emergencial de resíduos comuns para reduzir os impactos da paralisação. O município informou que o movimento começou sem aviso prévio e continua nesta terça-feira.
Moradores registraram lixeiras cheias e sacos de lixo acumulados nas calçadas. No bairro Chácaras Reunidas, moradores relataram que o caminhão não passou na segunda-feira, quando estava prevista a coleta na região.
O Siemaco, sindicato que representa os trabalhadores do setor, informou que não participa da paralisação e considera o movimento ilegal. Segundo a entidade, cerca de 30% dos funcionários aderiram à mobilização.
A Prefeitura também informou que notificou a Ecco Liberty pelo descumprimento das obrigações previstas no contrato. O município disse que acompanha a situação, cobra a regularização e a retomada integral dos serviços.
Em nota, a Ecco Liberty afirmou que acompanha a paralisação, que ocorre de forma pacífica, e mantém o diálogo com os funcionários.
Sobre o convênio médico, a empresa informou que o benefício continua ativo e é custeado pela Ecco. Segundo a companhia, houve substituição da operadora e ajustes na rede de atendimento nas primeiras semanas do novo plano.
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