
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi interrompido nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. A sessão foi suspensa após a defesa de Jairinho abandonar o plenário, alegando falta de acesso a provas do processo. Diante do impasse, a juíza Elizabeth Machado Louro dissolveu o conselho de sentença e deve remarcar o júri para o mês de junho.
A magistrada classificou a atitude dos advogados como um ato atentatório à dignidade da Justiça e aplicou multas para o pagamento das despesas processuais. Em consequência do adiamento, a justiça determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, por entender que a ré não contribuiu para a interrupção do processo. Já a prisão preventiva de Jairinho foi mantida devido à gravidade dos crimes e à tentativa de interferência no andamento judicial.
Henry Borel morreu em março de 2021, aos quatro anos, vítima de hemorragia interna provocada por ação contundente. Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. O caso, que gerou comoção em todo o país, motivou a criação da Lei Henry Borel, que endureceu as penas para crimes contra menores de 14 anos.
Acesse mais conteúdos como este!
Somos uma agencia de conteúdo, que produz e disponibiliza boletins e textos jornalísticos, visando proporcionar um conteúdo dinâmico, sério e de qualidade aos ouvintes da sua emissora de rádio.

