Lista Suja do Trabalho Escravo: MTE inclui 169 novos nomes; veja empresas e setores citados

Lista Suja do Trabalho Escravo: MTE inclui 169 novos nomes; veja empresas e setores citados
Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o cadastro de empregadores que submeteram pessoas a condições análogas à escravidão, a chamada “Lista Suja”. Nesta nova atualização, cento e sessenta e nove nomes foram incluídos, elevando o total para seiscentas e treze empresas e pessoas físicas em todo o Brasil.

A maior parte das infrações está concentrada na agropecuária, mas o documento também aponta casos graves no serviço doméstico e na construção civil. Entre as inclusões de destaque nesta edição, aparecem a fabricante de veículos BYD, devido a irregularidades em uma fábrica na Bahia, e o cantor Amado Batista, por ocorrências em sua propriedade rural em Goiás. Em ambos os casos, as defesas citam o envolvimento de empresas terceirizadas ou negam as acusações.

Entidades de direitos humanos alertam que a falta de transparência nas cadeias produtivas e a sensação de impunidade ainda sustentam essa prática criminosa no país. Os nomes inseridos na lista permanecem no cadastro por dois anos. Durante esse período, os infratores podem sofrer restrições de crédito e impedimentos comerciais. A exclusão do nome só é possível após o pagamento de multas e a regularização completa das condições de trabalho perante o Governo Federal.


  |  R3 Notícias

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