
O ex-governador e candidato à vice-presidente Geraldo Alckmin esteve na manhã deste sábado em Pindamonhangaba, sua cidade natal para um encontro com autoridades regionais e com eleitores, numa casa de shows da cidade.
No encontro, Alckmin destacou que a decisão desse segundo turno está nas mãos dos eleitores de Ciro Gomes, Simone Tebet e dos eleitores que não compareceram às urnas em 02 de outubro.
“Eu acho que esses oito dias que nós temos pela frente, é conversar com as pessoas. Quem vai decidir a eleição é quem não votou no primeiro turno na gente. Tem que conversar com o eleitor da Simone, o eleitor do Ciro, o eleitor que não votou… Conversar com eles e explicar: olha, o que que é melhor para o Brasil?”
Geraldo defendeu em seu discurso a autonomia dos poderes e a democracia:
“A democracia é o equilíbrio dos poderes. Os poderes devem ser independentes e harmônicos, […] não é poder absoluto, o cara mandar em tudo. O judiciário existe para coibir excessos do governo contra o povo, proteger as pessoas, para um equilíbrio na distribuição do poder, para que se preserve essa Liberdade de escolha.”
Sobre o apoio de Simone Tebet à candidatura de Lula, Alckmin afirmou que foram incluídas as propostas da senadora para zerar a fila de espera de alunos ingressantes na educação infantil e a criação da Poupança Jovem.
“Vamos zerar a falta de vagas na EMEI para crianças de 4 e 5 anos. Faltam 300 mil vagas no Brasil. Nenhuma criança vai deixar de ter escola. É o momento mais importante a primeira infância, de zero a 5 anos de idade, quando você tem a plasticidade neuronal. Ela vai entrar no primeiro ano alfabetizada”.
“Ela [Simone] pediu para incluir a poupança jovem. 35% dos jovens, quando entram na no sexto ano do ensino fundamental não se formam no terceiro ano do ensino médio. […] Você põe lá um dinheirinho para todos os meninos e meninas no sexto ano e vai depositando. Quando ele se formar no terceiro ano, ele pode levantar aquela poupança. Então estimula todo mundo a terminar o ensino médio.”
Geraldo criticou os cortes no programa Farmácia Popular, no investimento na merenda escolar, a desvalorização do salário mínimo e o orçamento secreto.
“Não é possível você ter um governo que tem 19 Bilhões para emenda secreta, mas corta a farmácia popular, que é o remédio para quem tem doença crônica. Corta o dinheiro da merenda, 36 centavos por aluno. Inflação de comida é mais de 40%. [O] Salário mínimo sempre teve ganho real com Lula. Você repunha a inflação um pouquinho a mais, geralmente era o crescimento do PIB.”
“Hoje, imagine uma pessoa idosa, marido ou mulher idoso, pode não ter casa própria, vivendo com R$ 1212,00 por mês, R$ 40,00 por dia para manter uma família. Não é razoável, uma coisa meio desumana.”
Em outro momento, Alckmin falou sobre o desenvolvimento econômico e sustentável do Brasil
“O Brasil virou pária Internacional pelo desmatamento absurdo que está acontecendo. 1 hectare de mata desmatado e queimado emite 150 toneladas de carbono.
“No futuro, eu tenho que fazer bem feito, mais barato e emitir menos carbono. […] Nós temos tecnologia, precisamos ter uma agenda de competitividade, começando pela reforma tributária e com menor emissão. Nós podemos sair de ser pária do mundo para ser um exemplo de desenvolvimento sustentável para o mundo.”
Estavam presentes no evento o prefeito de Guaratinguetá, Marcos Soliva, os vereadores de SJC, Amélia Naomi e Dr. José Cláudio, vereadores de Pindamonhangaba, Cachoeira Paulista e Campos do Jordão, o ex-deputado Federal Gabriel Chalita, ex-prefeitos e ex-vice prefeitos da região, lideres de sindicatos de Pinda, Taubaté e SJC.
Também estiveram no local o ex-vereador de SJC, Wagner Balieiro, a ex-vereadora de Taubaté, Loreny e o ex-prefeito de SJC Carlinhos Almeida.
Após o encontro, Geraldo Alckmin acompanhado de Gabriel Chalita e sua comitiva seguiram para Resende, no Rio de Janeiro para mais um ato de campanha.

