
A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagraram, na manhã desta terça-feira (17), a Operação Tacitus para combater corrupção policial e lavagem de dinheiro. A ação cumpre oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em São Paulo, Bragança, Igaratá e Ubatuba.
A operação é resultado do cruzamento de investigações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo o assassinato do delator Vinícius Gritzbach, ocorrido em novembro no Aeroporto de Guarulhos. A análise de provas e depoimentos revelou um esquema de manipulação e vazamento de informações policiais, além da venda de proteção a criminosos.
Corrupção e lavagem de dinheiro
De acordo com a PF, o esquema criminoso permitia que policiais corruptos facilitassem operações do PCC em troca de propina. O dinheiro obtido era lavado por meio de métodos sofisticados para ocultar sua origem e beneficiar a organização criminosa. A investigação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e ocultação de capitais. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.
O nome da operação, “Tacitus”, vem do latim e significa “silencioso” ou “não dito”, em referência à forma discreta como a organização atuava para evitar detecção.
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