O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira, a terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Operação Crédito Oculto. A ação cumpre mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo São José dos Campos, no Vale do Paraíba, para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis.
Entre os principais alvos da investigação estão o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos, e executivos do setor bancário, como Humberto Arthur Tupinambá Neto, além de seus irmãos André e Bruno Tupinambá. A apuração revela um desdobramento que envolve diretamente a produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as informações da Polícia Federal, a empresa de Freixo teria sido utilizada para ocultar repasses financeiros destinados à produção do longa, com recursos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Antonio Carlos Freixo Junior já firmou um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República. Agora, coordenados pelo Gaeco, os agentes buscam documentos e elementos para esclarecer as movimentações financeiras. A nova etapa da operação concentra-se em investigar a estrutura societária que teria viabilizado a aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana e apurar os mecanismos de lavagem de dinheiro. As autoridades ressaltam que as medidas buscam aprofundar o caso, que segue em constante apuração.
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