
O voto facultativo dos idosos com 70 anos ou mais pode definir as eleições 2026. Esse grupo soma 17 milhões dos 158 milhões de eleitores do país, mais de 10% do total.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a faixa etária teve 60% de abstenção nas eleições gerais de 2022, a maior taxa entre todas as idades.
O Estatuto da Pessoa Idosa garante atendimento preferencial na fila de votação neste domingo, 4. A prioridade máxima é para quem tem mais de 80 anos. O estatuto foi publicado em 2003, e o dia 1º de outubro marca o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa.
Para a socióloga Eliana Magalhães Graça, de 76 anos, a falta de participação nas urnas faz parte de um contexto maior, ligado ao lugar que os mais velhos ocupam na sociedade. Segundo ela, o idoso vai sendo isolado pela família e pela sociedade, e não votar é só mais um item da lista de coisas que ele deixa de fazer. Eliana integra uma campanha que busca mobilizar o voto de quem tem mais de 70 anos.
Dados do último censo do IBGE mostram o avanço do envelhecimento. Em 2000, os idosos eram pouco mais de 8% dos brasileiros. Em 2022, chegaram a 15%.
Aposentados e pensionistas do INSS que forem votar também podem usar a ida às urnas como prova de vida. Deixar de votar, porém, não bloqueia nem suspende o benefício. A convocação para a prova de vida só é feita quando não é possível confirmar, por outras fontes, que o cidadão está vivo.
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