Bolsonaro reitera intenção de manter Auxílio em R$ 600, mas não diz como

Bolsonaro reitera intenção de manter Auxílio em R$ 600, mas não diz como
Foto: Reprodução

 

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) reafirmou no sábado que já teria acertado a manutenção do valor do Auxílio Brasil em 600 reais para o ano que vem com o Ministério da Economia.

 

Não informou, no entanto, de que forma o benefício seria bancado, uma vez que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 não inclui tal previsão.

 

‘O que já conversei com o Paulo Guedes, que eu não falo nada sem conversar com ele, sem conversar com o respectivo ministro: ‘PG, dá para manter os 600, manter esses 200 a mais para o ano que vem?”, relatou o presidente em no canal do YouTube Cara a Tapa.

 

Mais cedo, em live com o deputado federal André Janones (Avante-MG), o principal adversário de Bolsonaro e primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertou para o fato de que o auxílio de 600 reais só está efetivamente garantido até o fim de dezembro.

 

‘Bolsonaro fez uma bobagem muito grande quando ele fez a PEC para criar o estado emergencial e para criar o Auxílio Brasil. Ele colocou o auxílio emergencial na lei até dezembro. Ele percebeu a bobagem e agora está dizendo que vai continuar. Agora, se ele quisesse que continuasse ele fazia sem colocar o fim em dezembro’, disse o ex-presidente.

 

Questionado sobre as declarações de Lula, Bolsonaro afirmou que o valor do auxílio pago atualmente é maior do que o pago no governo do petista e afirmou que ‘é mentira’ que não estenderá o benefício para o próximo ano.

 

Bolsonaro disse também, provocado pelo dono do canal do YouTube Rica Perrone, que se eleito manterá Paulo Guedes como o seu ‘posto Ipiranga’, como costuma referir-se a seu ministro da Economia.

 

Bolsonaro admitiu, ainda, que ‘é uma prática meio comum’ a chamada ‘rachadinha’, esquema investigado no gabinete de um dos seus filhos, mas não citou qualquer nome. O presidente afirmou também que, em tese, se comprovado que houve crime, o culpado deverá arcar com as consequências.

 

Já em clima de campanha, ainda que não em caráter oficial, o presidente deixou a entrevista ao canal do YouTube para participar, no Rio de Janeiro, de marcha para Jesus, tipo de eventos que ele vem frequentando há alguns meses.

 

Download  |  Léo Poli | R3 Notícias  

 

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