
A justiça condenou na madrugada desta sexta-feira (15) os quatro envolvidos no assassinato do motorista de aplicativo Márcio Gatti, em Tremembé.
No julgamento que durou mais de 17 horas, o júri entendeu que Valter Rian, de 22 anos e João Victor, de 23 foram os executores de Márcio. A dupla foi indiciada por homicídio triplamente qualificado – utilização de meio cruel, emboscada e promessa de pagamento – e foram condenados a 16 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado. Eles também foram incriminados pela ocultação do corpo.
Como ambos tinham menos de 21 anos quando ocorreram os fatos, a pena foi reduzida em 1/6, totalizando 13 anos e 4 meses.
Maurício Jorge, de 38 anos, acusado de ser o mandante do crime foi condenado a 12 anos de prisão, inicialmente em regime fechado.
Já Washington Luiz, de 33 anos, condenado por fraude processual deverá cumprir pena de 6 meses de detenção em regime semiaberto. Vale destacar que Washington é o único dos indiciados que poderá recorrer da decisão em liberdade.

O Advogado Guilherme Dantas Marcondes, representante de Maurício disse que entende a decisão do júri, mas que entrará com recurso.
“A defesa entende que a decisão dos jurados tem que ser respeitada, mas entende também que como não houve trânsito em julgado é possível recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo”.
O Promotor de Justiça, Lucas Ribeiro Horta destacou o papel do Ministério Público neste julgamento.
“nós conseguimos a demonstração da culpa dos réus e a condenação integralmente nos termos da denúncia. Acreditamos que a justiça foi feita, nestes termos. Foram 17 horas de plenário, foi bem aguerrido os debates, as partes se respeitaram apesar de possuir entendimentos diferentes […] o ministério público, acompanhado de seu assistente de acusação manteve-se técnico, concentrado nas provas que haviam nos autos e conseguiu demonstrar aos jurados a culpa dos réus, pode trazer um pouco de alento à família da vítima.
O Advogado Cylas Muniz, representante da família de Márcio e assistente da acusação fez um balanço do julgamento
“O conselho de sentença trouxeram (sic) justiça a família da vítima, condenando todos os acusados nos termos da denúncia, tendo em vista o grande trabalho realizado pela polícia na colheita das provas. Meu sentimento pessoal é que eu pude dar uma oportunidade a eles (a família) de um recomeço, pra eles colocarem um ponto final nessa dor e que continuem suas vidas bem, lembrando da vítima com carinho, mas esquecendo essa tragédia”.
Para Emilly Gatti, filha mais velha de Márcio, o júri ‘votou pelo certo’
“ainda estou extasiada, não tenho nenhuma reação a princípio, porque pra mim nem se fosse prisão perpétua seria suficiente […], mas eu tô feliz que o povo votou pelo certo”.
Márcio, à época com 38 anos foi executado com 27 golpes de faca em fevereiro de 2021 durante uma corrida particular, solicitada por Valter Rian. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte a execução em uma lagoa no Bairro Jardim Maracaibo, zona rural de Tremembé.
Segundo as informações dos autos do processo, Maurício teria encomendado por R$ 1500,00 a morte do motorista por motivos passionais.
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