
Um exame necroscópico apontou que o bebê de um ano e meio encontrado morto em Atibaia no último domingo tinha traumatismo dentro da cabeça, de acordo com o delegado Hermes Jun Nakashima, responsável pela investigação. A mãe e o padrasto são os principais suspeitos, mas estão em liberdade.
“O exame necroscópico aponta um trauma intracraniano causado por instrumento contundente, ou seja, é como uma pancada na cabeça do bebê. Também vamos investigar se a criança já vinha sofrendo agressões anteriormente por conta dos hematomas”, disse o delegado, que dá como certa a participação do casal no crime.
As tias encontraram a criança morta na casa em que morava com a mãe e o padrasto. De acordo com a Polícia Militar, quando a equipe chegou ao local, o bebê estava enrolado em uma coberta no carrinho, mas já sem sinais de vida.
Segundo o laudo da Santa Casa entregue à Polícia Civil, a criança tinha sinais de agressões anteriores com manchas de queimadura que aparentavam ser por cigarro, hematomas e uma costela quebrada. Apesar das agressões, o médico disse que não havia sido possível precisar a causa da morte, por não haver sinal recente de agressão.
“Em razão de óbito por causa suspeita, o corpo foi encaminhado ao IML para melhor esclarecimento”, informou o hospital em nota.
Versões do caso
Na delegacia, o padrasto disse que a mãe teria deixado a criança cair do carrinho, mas a versão foi contestada pelo laudo que não encontrou lesões externas na cabeça.
Aos policiais militares, a avó do bebê disse que já havia presenciado maus-tratos e que tinha tentado tomar a guarda da criança da mãe e do padrasto, mas não conseguiu. Após a família perceber a morte da criança, a mãe ainda foi agredida por parentes e teve de ser socorrida.
O caso foi registrado como morte suspeita. A Polícia Civil aguarda a íntegra do laudo do Instituto Médico Legal (IML) com a causa da morte para apontar o que aconteceu.
Download | Léo Poli | R3 Notícias

