Família realiza passeata em homenagem à Ana Lívia, menina de 13 anos morta pela colega

Polícia suspeita que menina usou arma de familiar para matar colega de 13 anos
Foto: Reprodução

 

Amigos e familiares de Ana Lívia, menina de 13 anos morta pela própria amiga em Taubaté, farão uma passeata saindo da Praça Santa Terezinha nesta quarta-feira (5), às 19h30. O grupo vai andar até a Praça Dom Epaminondas, no centro da cidade.

 

Ana Lívia foi morta no dia 27 de setembro, no bairro Jardim Paulista quando se arrumava para ir à escola. Ela levou um tiro na nuca, disparado por uma colega, de 12 anos. A menina confessou o crime e disse que teria atacado Ana Lívia porque ela havia “roubado” sua amiga.

 

Familiares e amigos da adolescente se manifestaram a favor da redução da maioridade penal, divulgando um abaixo-assinado pedindo a mudança da lei. “O que ela fez [menina que atirou] foi algo que um adulto faria e acredito que ela deveria ser julgada dessa forma”, disse a mãe de Ana Lívia.

 

Relembre o Caso

O caso aconteceu no bairro Jardim Paulista. A menina de 12 anos confessou para a polícia que atirou contra a nuca de Ana Lívia antes de ir para escola — ela disse que a arma, uma pistola calibre 380, pertencia a um tio, agente de segurança pública.

 

No dia do crime, Lívia ligou para avisar à mãe que sua amiga iria mais cedo para sua casa. Esse procedimento era rotineiro, já que Lili, a menina de 12 anos e outra amiga iam juntas para a escola de carona com a mãe dessa colega de escola.

 

Algumas horas depois, a mãe que levaria as garotas à escola ligou para Jéssica, avisando que Lívia não havia aparecido e que a menina de 12 anos, que matou Ana Lívia, havia mandado uma mensagem dizendo que havia voltado para casa para buscar um tênis. Jéssica voltou para casa por volta das 13h. Lá encontrou a filha no quarto, deitada de bruços, em cima de uma mesa de cabeceira. “Ela recebeu um tiro na nuca e caiu em cima do móvel”, explica a mãe.

 

A menina que fez o disparo foi à escola normalmente depois do crime e foi apreendida horas depois, quando confessou o caso e foi levada à Fundação Casa de São José dos Campos. De acordo com a mãe da vítima, Lili e a menina eram amigas e haviam tido uma discussão por ciúmes de outra colega.

 

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